O tatu-galinha ,( Dasypus novemcinctus )é um tatu encontrado dos Estados Unidos ao Norte da Argentina e Brasil. Tal espécie de tatu possui carapaça quase inteiramente nua, bastante convexa e lateralmente comprimida, ger. com oito cintas de placas móveis, cabeça alongada, olhos pequenos, orelhas grandes, cauda comprida, cônica e de ponta fina. Também é conhecido pelos nomes de tatu-de-folha, tatuetê, tatu-veado e tatu-verdadeiro. Uma característica curiosa distingue o tatu-galinha das outras espécies: a fêmea sempre dá a luz quatro filhotes do mesmo sexo. Este fenômeno recebe a denominação científica de poliembrionia. O nome "galinha" vem do fato do Dasypus possuir pelos parecidos com penas em suas patas. Ele pode chegar a 80 cm quando adulto e possui um casco conhecido como casco blindado que o protege contra os predadores. Atravessa cursos de água não muito largos sem respirar, com facilidade, caminhando tranquilamente sobre o fundo. Se o rio é muito largo, enche os pulmões e os intestinos de ar e nada semi-imerso, apenas com a extremidade do focinho fora da água. Este é um animal muito caçado pelo homem, o que vem reduzindo as populações em alguns locais em ritmo bastante sério.

Mais de 100 casos de micose pulmonar foram registrados em 40 municípios do estado do Piauí. De acordo com informações, a doença é transmitida por um fungo que reside no solo e fica depositado no tatu, animal silvestre muito consumido e comercializado na região.

O Ibama faz um alerta para que a população não consuma carne de tatu, que pode provocar micose pulmonar e, de acordo com pesquisas recentes nos Estados Unidos e Espírito Santo, no Brasil, os bichos são depósitos de micróbio transmissor da hanseníase. O tatu ainda é reservatório da Doença de Chagas e de outras verminoses.

Em um estudo publicado recentemente na revista PLoS Neglected Tropical Diseases, pesquisadores descobriram que 62% dos tatus-galinha amostrados do estado do Pará, no Brasil, apresentaram sinais de exposição à bactéria que causa a hanseníase, também conhecida como lepra ou doença de Hansen.

Além disso, o estudo constatou que as pessoas que comem carne de tatu-galinha com mais frequência apresentam maiores concentrações de anticorpos contra a hanseníase no sangue, sugerindo uma forte correlação entre a caça, o manejo e a ingestão desses animais e a contração da doença.

No Brasil, não é incomum comer tatu, que dizem ter gosto de frango. Um prato consumido em certas áreas pode ser particularmente problemático: ceviche de fígado de tatu, uma mistura de carne crua e cebola. Foi demonstrado que as bactérias causadoras da lepra se concentram no fígado, assim como no baço.

Os pesquisadores testaram 146 residentes locais e descobriram que 92 deles tinham anticorpos contra a bactéria da lepra, sugerindo ampla exposição.

Cerca de 65% das pessoas nessa parte do Brasil comem tatu pelo menos uma vez ao ano, diz John Spencer, imunologista da Colorado State University e autor mais experiente do estudo.

As micoses pulmonares
Micoses são doenças causadas por fungos e têm amplo espectro de apresentação clínica variando desde lesão superficial que acomete a camada mais externa da epiderme até infecções graves e disseminadas capazes de determinar a morte do hospedeiro quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente. As micoses pulmonares, também chamadas sistêmicas, são causadas por fungos leveduriformes, primariamente patogênicos, habitualmente encontrados no solo. Os indivíduos, ao entrarem em contato com micronichos do fungo, em seu hábitat natural, se contaminam e podem adoecer. As principais micoses sistêmicas apresentadas neste trabalho são a paracoccidioidomicose, a histoplasmose, a coccidioidomicose e a criptococose.

O tatu
Tatu ou armadilho (em Portugal) é uma denominação comum a mamíferos pertencentes à ordem Cingulata e família Dasypodidae. Caracteriza-se pela armadura que cobre o corpo. Nativos do continente americano, os tatus habitam as savanas, cerrados, matas ciliares e florestas molhadas. Têm importância para a medicina, uma vez que são os únicos animais, para além do homem, capazes de contrair lepra, sendo usados nos estudos dessa enfermidade. Os brasileiros que caçam ou comem tatus correm maior risco de pegar lepra do que pessoas que não interagem com os animais.

Os tatus tem grande importância ecológica, pois são capazes de alimentar-se de insetos (são, portanto, animais insetívoros), contribuindo para um equilíbrio de populações de formigas e cupins. Na Universidade da Região da Campanha, em Alegrete, no Rio Grande do Sul, no Brasil, uma pesquisa sobre a dieta dos tatus revelou que um único exemplar de tatu-mulita (Dasypus hybridus) com 2,5 quilogramas de peso é capaz de consumir 8 855 invertebrados em uma única noite.

Quando estes animais são caçados pelo seu valor cinegético (caça para alimento), acaba por se desequilibrar o ecossistema, pois se extermina um controlador natural de insetos, favorecendo o aumento destes invertebrados e resultando em problemas econômicos para a região.

Da redação – Portal Giro
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