TV News - Local 01

Entrevista: protestos contra racismo nos EUA podem chegar ao Brasil

Por PCV Comunicação e Marketing Digital em 01/06/2020 às 19:43:09

As manifestaƧƵes nos Estados Unidos em resposta ao assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial branco no último dia 25 em Minneapolis, no estado de Minnesota, poderĆ£o refletir em outros países, a exemplo do Brasil, como efeito de uma "revolta civil" na sociedade. Quem avalia desta forma é o Doutor em ciências políticas e relaƧƵes internacionais da Universidade Federal da Paraíba, Augusto Teixeira.

Ao Hora H, da Rede Mais de RĆ”dio, Teixeira apontou as manifestaƧƵes desse domingo (31) contra o presidente Jair Bolsonaro como amostra de uma onda que poderĆ” se agravar diante das posiƧƵes do mandatĆ”rio brasileiro em questƵes como a da pandemia do novo coronavírus e ameaƧas à democracia.

"Apesar de ser um evento que comeƧa com algo pontual em virtude da morte de um cidadĆ£o por parte do Estado, como estamos vendo ontem, por exemplo, a Casa Branco ficou sitiada por manifestantes em uma cidades mais atingidas por Covid-19 (Washington). Nova York tem tido manifestaƧƵes gigantescas, inclusive, desrespeitando o isolamento social. Mas também estamos vendo manifestaƧƵes no Reino Unido como no Brasil. É importante que se entenda que essas manifestaƧƵes de certa forma apresentam revolta civil contra situaƧƵes de injustiƧas ou outros problemas sĆ£o extremamente potencializadas pelas redes sociais e situaƧƵes como estas permitem que sejam o estopim da demonstraĆ§Ć£o de desagrado mais profundos da populaĆ§Ć£o. No Brasil tivemos protestos revelantes contra o presidente Bolsonaro em virtude da questĆ£o da sua postura relacionada a Covid-19, democracia e outras pautas", avaliou.

Augusto Teixeira abriu paralelo com as manifestaƧƵes de 2013, que teve como ponto de partida a majoraĆ§Ć£o de 20 centavos na tarifa do transporte público em SĆ£o Paulo. "Em 2013, as maiores manifestaƧƵes no país, após as manifestaƧƵes da redemocratizaĆ§Ć£o dos anos 80, iniciaram por causa do aumento de 20 centavos na tarifa de ônibus em SĆ£o Paulo. EntĆ£o, essas manifestaƧƵes em grande medida, com quadro de grande deterioraĆ§Ć£o econômica pode provocar manifestaƧƵes maciƧas", afirmou.

Os protestos nos Estados Unidos entraram nesta segunda-feira (01) no sétimo dia. Nesse domingo (31), a Casa Branca, residência oficial do Presidente Donald Trump, foi tomada por manifestantes e teve suas luzes desligadas. No Brasil, o último domingo foi marcado pela primeira manifestaĆ§Ć£o relevante contra Jair Bolsonaro. Na ocasiĆ£o, apoiadores do presidente e manifestantes denominados de "Antifascistas" entraram em confronto na avenida Paulista, em SĆ£o Paulo.

MaisPB

ComentƔrios