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Mobilização em frente à livraria de João Pessoa protesta contra ato de racismo

Por PCV Comunicação e Marketing Digital em 04/12/2020 às 20:52:16
Protesto acontece três dias depois de uma arqueóloga negra ser constrangida no interior da loja, segundo consta em Boletim de Ocorrência registrado na Polícia Civil da Paraíba. Mobilização contra o racismo terminou em frente e dentro da Livraria Leitura, em João Pessoa

Marco Aurélio Paz Tella

Um ato público organizado por entidades ligadas ao Movimento Negro paraibano realizou um protesto no fim da tarde desta sexta-feira (4), em João Pessoa, num shopping localizado no bairro de Mangabeira. O protesto era contra atos racistas que teriam acontecido numa unidade da Livraria Leitura que fica no local. A mobilização começou às 17h30 em frente ao shopping e terminou por volta das 19h30, dentro da livraria.

A Livraria Leitura emitiu uma nota em uma rede social, por volta das 19h50, dizendo que “lamenta profundamente” o caso e disse que está a disposição das autoridades públicas para esclarecer os fatos, inclusive com a liberação das imagens do circuito interno. Disse também que “decidiu por afastar, temporariamente, o funcionário diretamente envolvido para que seja garantida a total isenção na apuração”.

O incidente que gerou o protesto aconteceu na terça-feira (1º) e resultou na abertura de uma investigação por parte da Polícia Civil da Paraíba. Uma arqueóloga estava na Leitura, em busca de comprar um livro, quando começou a ser seguida por um vendedor, que, segundo a denúncia, teria adotado uma postura ameaçadora. A mulher, negra, prestou um Boletim de Ocorrência dizendo que foi ameaçada, constrangida e vítima de declarações racistas por esse vendedor e por um supervisor do estabelecimento comercial.

Mobilização foi convocada por integrantes do Movimento Negro paraibano

Josimar Diniz/TV Cabo Branco

Nesta sexta-feira (4), foi a vez da reação, em forma de ato pacífico. Os manifestantes se reuniram em frente ao shopping, com cartazes onde podiam se ler frases como “parem de nos matar”, e realizaram uma série de discursos críticos ao racismo estrutural existente no Brasil.

Depois, mas para o fim do protesto, eles entraram no shopping e fizeram uma última mobilização em frente e dentro da loja.

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Fonte: G1/PB

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