Paraíba

Adutora de Boa Vista que custou quase R$ 7 mi aos cofres públicos segue inoperante no Sertão da PB

A adutora da barragem de Boa Vista, construída para abastecer a população do Município de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba, a um custo de quase R$ 7 milhões dos cofres públicos, segue inoperante após cinco anos e meio.

Por PCV Comunicação e Marketing Digital

27/02/2024 às 09:27:07 - Atualizado h√°
Foto: Reprodução internet

A adutora da barragem de Boa Vista, construída para abastecer a população do Município de São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba, a um custo de quase R$ 7 milhões dos cofres públicos, segue inoperante após cinco anos e meio.

A inoperância da adutora tem irritado e entristecido a população da região que acreditou na promessa de que a obra garantiria o abastecimento hídrico da cidade por, pelo menos, 50 (cinquenta) anos, a partir do recebimento de águas oriundas da transposição do Rio São Francisco.

A Ordem de Serviço (OS) da adutora foi assinada pela Prefeitura Municipal no dia 03 de março de 2018, a obra, que tem 12.326 metros de tubulação até a Estação de Tratamento da Cidade (ETA), para a Cagepa fazer a distribuição de água em toda a cidade, foi construída pelo Projeto São Francisco, com orçamento de R$ 6.663.553,56 (seis milhões, seiscentos e sessenta e três mil, quinhentos e cinquenta e três reais e cinquenta e seis centavos) porém, apesar de todos os protocolos cumpridos a água ainda não foi liberada para a população piranhense.

O açude que abastece a cidade é o São José I que já passou por períodos críticos de seca e corre o risco de voltar a secar deixando a população à mercê dos efeitos da falta de água nas torneiras.

A obra foi executada pela Construdantas Construções e Incorporação LIDA, empresa vencedora da licitação na modalidade Regime Diferenciado de Contratações (RDC) que foi alvo da “Operação Recidiva” da Polícia Federal (PF), em 2021, por suposta participação em uma Organização Criminosa (Orcrim) que teria resultado em desvios de recursos públicos federais repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional aos municípios da Paraíba para construção de açudes e barragens.

A ‘Operação Recidiva’ originou a ‘Operação Bleeder’ que segue em regime de sigilo e investiga fraudes em licitações e desvios de aproximadamente R$ 21,5 milhões em recursos federais.

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