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Região Metropolitana de João Pessoa tem maior nível de desigualdade no país, diz estudo

Por PCV Comunicação e Marketing Digital em 07/07/2021 às 19:02:17
Rendimento médio dos 10% mais ricos foi 99,8 vezes maior do que o rendimento médio dos 40%, no 1¬ļ trimestre de 2021. Orla do Cabo Branco, em Jo√£o Pessoa

Krystine Carneiro/G1

Na Regi√£o Metropolitana de Jo√£o Pessoa o rendimento médio dos 10% moradores mais ricos passou de 50,8, no 1¬ļ trimestre de 2020, para 99,8 vezes maior do que o rendimento médio dos 40% mais pobres no 1¬ļ trimestre de 2021. É a maior taxa de desigualdade de renda do país, conforme analisado no boletim elaborado pelo Observatório das Metrópoles, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e com o Observatório da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).

As cinco regi√Ķes metropolitanas com as maiores raz√Ķes de rendimento no 1¬ļ trimestre de 2021 foram, em ordem decrescente, as regi√Ķes metropolitanas de Jo√£o Pessoa (99,8), Rio de Janeiro (74,6), Recife (63,8), Salvador (59,5) e Aracaju (58,2).

As Regi√Ķes Metropolitanas que apresentaram maior crescimento da raz√£o de rendimentos, entre os mais ricos e os mais pobres, no período, foram Rio de Janeiro (109,6%), Jo√£o Pessoa (96,6%), Aracaju (76,9%), Florianópolis (63,2%) e Recife (58,4%).

Na Regi√£o Metropolitana de Jo√£o Pessoa, o rendimento médio dos 10% mais ricos passou de 50,8 para 99,8 vezes maior do que o rendimento médio dos 40% mais pobres

Divulga√ß√£o/Observatório das Metrópoles

A pesquisa utiliza dados provenientes das PNADs Contínuas, produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e também faz a an√°lise do coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de uma regi√£o.

Em rela√ß√£o à renda, Jo√£o Pessoa aparece como segunda maior regi√£o com os maiores percentuais de indivíduos vivendo em domicílios com rendimento per capita de até ¬ľ do sal√°rio mínimo, marcando 43,2% e perdendo apenas para Maceió, com 45,3%.

No estudo, em rela√ß√£o à regi√£o Nordeste I, que agrupa as regi√Ķes metropolitanas de Teresina, Fortaleza, Natal e Jo√£o Pessoa, o comportamento da desigualdade de renda foi de um crescimento suave, mas constante. As três primeiras RMs tiveram médias dos coeficientes semelhantes e que se intercalaram. Porém, Jo√£o Pessoa teve a maior média do coeficiente em todo o período, registrando ainda uma alta maior do que o restante em 2020.

Nos últimos quatros trimestres, a média móvel do coeficiente de Gini na regi√£o passou de 0,672 para 0,729, um crescimento de 8,5%, valor superior à média das regi√Ķes metropolitanas (4,8%).

No conjunto das metrópoles mais desiguais no 1¬ļ trimestre de 2021, com Gini acima da média, temos, em ordem decrescente de desigualdade de renda: Jo√£o Pessoa, Rio de Janeiro, Recife, Aracaju e Salvador como as cinco primeiras colocadas.

As regi√Ķes metropolitanas do Nordeste se caracterizaram por um grau constantemente mais elevado de desigualdades, com aumento em Natal, Jo√£o Pessoa, Maceió, Aracaju e Recife.

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Fonte: G1/PB

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