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Por que a vitória no segundo turno da Geórgia é essencial para Trump e Biden?

Por PCV Comunicação e Marketing Digital em 05/01/2021 às 10:03:24
A conquista das duas cadeiras restantes no Senado moldará o governo do futuro presidente e definirá o legado do atual mandatário. Candidatos ao Senado pelo estado americano da Geórgia (em sentido horário): David Perdue (republicano), Jon Ossoff (democrata), Raphael Warnock (democrata) e Kelly Loeffler (republicano)

Reuters

Palco de nova disputa política entre republicanos e democratas, a Geórgia determinará nesta terça-feira (5) a qual partido caberá o controle do Senado americano. Se há algo em comum nos discursos dos quatro candidatos que concorrem às duas vagas restantes na Câmara Alta dos Estados Unidos, é a certeza de que o futuro do país hoje depende da Geórgia.

Não exageram sobre a importância do segundo turno desse pleito acirrado, ao qual as pesquisas apontam o empate técnico entre os candidatos, com ligeira vantagem para os democratas.

Tanto que Donald Trump e Joe Biden voltaram ao estado na véspera da eleição, na tentativa de motivar o eleitor a sair de casa para votar. A senadora republicana Kelly Loeffler enfrenta o reverendo Raphael Warnock, pastor da antiga igreja de Martin Luther King em Atlanta. O democrata Jon Ossoff tenta desbancar o titular republicano David Perdue.

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Em fim de mandato e inconformado com a derrota, o atual presidente anda obcecado em recuperar o estado sulista, que em novembro se tornou democrata pela primeira vez desde 1992.

Assegurar os dois assentos que ainda estão indefinidos no Senado tornou-se essencial para Biden demarcar o tom de seu governo.

A matemática é simples. Os republicanos conquistaram 50 cadeiras no Senado; os democratas, 46, mas contam com a adesão de dois independentes. Se os dois candidatos democratas forem eleitos, o partido de Biden assegura 50 assentos na Câmara Alta. Caberá então à vice-presidente Kamala Harris o desempate em votações apertadas.

Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, pede votos durante comício nesta segunda-feira (4) dos candidatos democratas ao Senado pelo estado da Geórgia

Jonathan Ernst/Reuters

A agenda de Biden depende da conquista dessas duas cadeiras, ainda que sem mudanças radicais. Será mais fácil para o futuro presidente nomear funcionários e juízes. Sem o controle do Senado, projetos defendidos na campanha como saúde pública gratuita e a modernização das leis de imigrantes são aprovados na Câmara de maioria democrata, mas esbarram na Câmara Alta dominada por republicanos.

O país enfrentará então mais dois anos de impasse legislativo, já que a pauta do Senado será mantida sob o controle do poderoso atual líder da maioria republicana, o senador Mitch McConnell.

Nos 15 dias que faltam para terminar o mandato, Trump quer assegurar o legado com a vitória de seus aliados na Geórgia. Nas últimas semanas, mais atrapalhou do que ajudou, desancando lideranças republicanas no estado.

Donald Trump, presidente dos EUA, participa de comício de campanha dos candidatos republicanos da Geórgia ao Senado em 5 de dezembro

Jonathan Ernst/Arquivo/Reuters

Em um ato flagrante de abuso de poder, o presidente intimou pelo telefone o secretário Brad Rasffensperger, principal autoridade eleitoral, a recalcular o número de votos, dando-lhe a vantagem de 11.780 que garantiria a vitória sobre Biden no estado.

Ambos os senadores republicanos que necessitam renovar seus mandatos no pleito desta terça-feira tentaram se distanciar do alvoroço causado pelo presidente na reta final. Temem que o estrago possa se refletir na abstenção: o eleitor deixará de votar por acreditar nas palavras de Trump, de que o sistema foi corrompido.

Se a derrota se concretizar, o presidente já encontrou os bodes expiatórios -- o governador Brian Kemp e o secretário Rasffensperger, os dois republicanos que cometeram o “desatino” de tachar a vitória de Biden como justa e legal.

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Fonte: G1

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