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Mortes por Covid-19 no Brasil aumentaram 64% de novembro para dezembro, indicam secretarias estaduais de Sa√ļde

Por PCV Comunicação e Marketing Digital em 02/01/2021 às 09:45:29
É a primeira vez desde julho em que h√° um aumento no número de mortes de um mês para o outro. Dezembro é o mês com mais óbitos desde setembro. Filhos de Verônica Ferreira, de 73 anos, que morreu de Covid-19, v√£o a enterro da m√£e em um cemitério de Manaus no dia 31 de dezembro.

Bruno Kelly/Reuters

As mortes por Covid-19 no Brasil aumentaram 64,45% de novembro para dezembro, mostram dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país. Enquanto novembro teve 13.263 óbitos pela doen√ßa, em dezembro esse número foi de 21.811.

Mesmo antes de terminar, dezembro j√° era o mês com mais mortes pela doen√ßa desde setembro.

Além disso, é a primeira vez, desde julho, que a quantidade de mortes em um mês é maior que a vista no mês anterior (veja gr√°fico).

O dado referente a dezembro foi calculado subtraindo-se as mortes totais no dia 30 de novembro (173.165) do total de mortes até o dia 31 de dezembro (194.976). Os números dos meses anteriores foram determinados com a mesma metodologia. (Veja mais ao final da reportagem).

Altas nos estados

Brasil ultrapassa as 195 mil mortes por Covid

A alta nacional de mortes foi puxada por aumentos nos estados. Em Mato Grosso do Sul, dezembro foi o mês com o maior número de mortes pela Covid desde o início da pandemia: 560. O estado teve tendência de alta nas mortes, segundo a média móvel di√°ria, em todos os dias de dezembro exceto no dia 1¬ļ.

Os estados de Amazonas, Par√°, Mato Grosso, Acre, Alagoas e Sergipe também mostraram tendência de alta nas mortes em dezembro:

Mato Grosso teve tendência de aumento de óbitos em 27 dos 31 dias do mês. No Acre, a mesma tendência foi vista em 26 dias de dezembro.

Os outros três estados mostraram tendência ininterrupta de alta nas mortes desde meados de dezembro: no Par√°, a alta tem sido vista desde o dia 16; em Sergipe, desde o dia 15; e, em Alagoas, a tendência vem desde o dia 13.

As médias móveis di√°rias calculadas pelo consórcio de imprensa também apontaram que, em 21 dos 31 dias do mês passado, houve tendência nacional de aumento nos óbitos. Em novembro, foram 12 dias com a mesma tendência.

'Ponta do iceberg'

Pessoas andam em rua cheia no comércio do Rio de Janeiro em meio à pandemia de Covid-19, no dia 23 de dezembro.

Pilar Olivares/Reuters

Para a enfermeira epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o aumento nas mortes visto no mês passado é reflexo de aglomera√ß√Ķes anteriores – dos feriados de 12 de outubro, 2 de novembro e das elei√ß√Ķes.

Ela pontua que os próprios políticos, por exemplo, n√£o deram bons exemplos de comportamentos para evitar a transmiss√£o do vírus.

"As elei√ß√Ķes tiveram influência. Políticos, pessoas se aglomerando: infelizmente foi o que nós vimos", avalia Maciel.

Na sexta-feira (1¬ļ), os prefeitos que tomaram posse tiveram cerimônias menores, na tentativa de evitar a transmiss√£o do vírus.

A epidemiologista avalia que, com as comemora√ß√Ķes do fim do ano, o cen√°rio deve piorar em janeiro.

"Com as festas de final de ano, com certeza teremos muitos casos e muitas mortes – porque as pessoas n√£o est√£o fazendo o distanciamento, est√£o se aglomerando", diz.

Para impedir as aglomera√ß√Ķes, v√°rias prefeituras ao redor do país adotaram medidas restritivas. Mesmo assim, houve quem quebrasse as regras.

O físico Domingos Alves, respons√°vel pelo Laboratório de Inteligência em Saúde da Faculdade de Medicina da USP em Ribeir√£o Preto, concorda com a avalia√ß√£o da epidemiologista. Ele afirma que os números de dezembro ainda s√£o "a ponta do iceberg" da pandemia no Brasil.

"Ainda é a ponta do iceberg. Para janeiro, esses dados v√£o se agravar. Nós vamos ter uma mortalidade por Covid aqui no Brasil n√£o vista até agora na pandemia. O número de óbitos vai explodir", diz.

Metodologia

O consórcio de veículos de imprensa come√ßou o levantamento conjunto no início de junho. Por isso, os dados mensais de fevereiro a maio s√£o de levantamentos exclusivos do G1. A fonte de ambos os monitoramentos, entretanto, é a mesma: as secretarias estaduais de Saúde.

Outra observa√ß√£o sobre os dados é que, no dia 28 de julho, o Ministério da Saúde mudou a metodologia de identifica√ß√£o dos casos de Covid e passou a permitir que diagnósticos por imagem (tomografia) fossem notificados. Também ampliou as defini√ß√Ķes de casos clínicos (aqueles identificados apenas na consulta médica) e incluiu mais possibilidades de testes de Covid.

Desde a altera√ß√£o, mais de mil casos de Covid-19 foram notificados pelas secretarias estaduais de Saúde ao governo federal sob os novos critérios.

Veja vídeos sobre novidades das vacinas contra a Covid-19:

Para impedir as aglomera√ß√Ķes, v√°rias prefeituras ao redor do país d

Fonte: G1/PB

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