Subiu para 16 o número de pessoas supostamente feridas por agulhadas no Parque do Povo em Campina Grande, 14 casos haviam sido registrados até esta segunda-feira (11) e nesta terça-feira (12), mais duas pessoas procuraram o Hospital de Emergência e Trauma da cidade.

As pessoas que estão procurando atendimento nesta terça-feira foram movidas por suspeita de terem sido uma das vítimas, já que o caso ganhou repercussão na mídia.

Geraldo ressaltou que o Hospital está adotando o procedimento contra o HIV e Hepatite B nas vítimas e alertou as pessoas que foram furadas a se dirigirem à unidade hospitalar.

“Recebemos ontem à noite mais seis vítimas de lesões produzidas por agulhas. Somando o total de 14 vítimas no Parque do Povo, mais uma da Namoradrilha, um total de 15 vítimas. São grupos de pessoas e há a necessidade de identificar esses marginais e afastá-los de uma festa tão bonita que é o São João. As pessoas que foram agredidas estão se dirigindo ao Hospital de Trauma, por isso esse aumento substancial no Trauma”, comentou.

Geraldo relatou ainda que uma das vítimas contou que foi segurada dentro do Parque do Povo por quatro pessoas, enquanto outra realizava as perfurações.

“São várias pessoas que estão com esse intuito de agredir. A polícia já está investigando no sentido de identificar esses marginais que apresentam um nível alto de periculosidade e perversidade humana. Pelo relato desse paciente, foram quatro pessoas que o imobilizaram e o agrediram. Essa mesma vítima recebeu várias furadas, inclusive com lesões tangenciais e o setor de infectologia do hospital está seguindo o protocolo de lesões contaminadas e adotando as medidas de praxe. As vítimas foram atendidas e orientadas a pegar a medicação para tomar durante 30 dias”, afirmou.

Os atendimentos acontecem desde o último sábado (09). Conforme explicou a médica Jaqueline Sampaio ninguém sabe qual é o conteúdo dessas seringas e quando os pacientes chegam ao Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, são classificados como furadas por um objeto perfurocortante e eles são submetidas a realização de um exame onde são procuradas doenças como AIDS, Sífilis e Hepatite. “Havendo algo positivo referente nesses exames, obviamente essas pessoas não pegaram na furada desse domingo. Caso o resultado seja negativo, o paciente recebe do hospital um coquetel para um tratamento preventivo por dez dias e o encaminhamos para o Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids, onde ele receberá o medicamento por mais vinte dias e lá será acompanhado e realizará os mesmos exames a cada 30 dias para completar o período que chamamos de janela imunológica”, explica a médica.

A médica esclarece que esse procedimento da janela imunológica ocorre por exemplo, da seguinte forma, digamos que a pessoa foi perfurada por um objeto desse, ela vai tomar o medicamento e realizar os exames por determinado tempo para que ela possa estar totalmente livre de contrair alguma doença relacionada a essa furada. “Mas, se o paciente já tem uma dessas patologias citadas na matéria, esse medicamento que ele inicia ao identificar a doença, também vai continuar por 30 dias e talvez até mais, a depender do setor de infectologia do Hospital Universitário”, finaliza Jaqueline Sampaio.

Da redação – Paraiba.com.br
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