A servidora Inês Moraes foi ao Ministério Público da Paraíba para, novamente, cobrar um desfecho da investigação em torno do paradeiro da arma usada no assassinato de seu filho, Bruno Ernesto, em fevereiro de 2012. “Não é possível que depois de tanto tempo, o Ministério Público não tenha concluído essa investigação, e possa explicar onde está a arma”, lamentou Inês.

Inês esteve reunida com Francisco Lianza Neto, assessor do procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico da Nóbrega. Durante o encontro, a mãe de Bruno Ernesto lamentou que, “mesmo tendo sido revelado que a arma, e também as munições do crime, foram adquiridos pelo Estado, não se tem informações, onde a arma se encontra e isso é muito grave, porque é a arma de um assassinato”.

Conforme lembrou Inês, as investigações sobre o destino dado à arma “vem transcorrendo lentamente nos últimos anos, e sequer se sabe onde ela está, ou com quem ela está, e isso é impensável”. Então, advertiu: “Como cidadã, que paga impostos e, inclusive, os custos de instituições como o Ministério Público, tenho todo o direito de cobrar uma explicação para essa demora sem fim.”

“Só quem é mãe e perdeu um filho, nas circunstâncias em que eu perdi, pode avaliar o sofrimento que, não apenas eu, mas toda a nossa família vem passando, nos últimos anos, desde que ficamos sabendo que a arma e as munições do crime foram adquiridas pelo governo do Estado e ainda mais que os indícios apontam para ocorrência de execução, e não latrocínio, como se tentou passar”, arrematou Inês.

Da redação – Helder Moura
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