Os quatro presos suspeitos de participar do ataque ao carro-forte na BR-230, em Cruz do Espírito Santo, integram uma organização criminosa que atua em todo Brasil. De acordo com a delegada Karine Torres, a quadrilha presa na cidade de Lucena, na Região Metropolitana de João Pessoa na tarde de segunda-feira (6) era procurada nos estados do Paraná e Rio Grande do Norte, além da Paraíba.

A explosão ao carro-forte ocorreu na manhã desta segunda-feira no km 57 da BR-230, nas imediações do município de Cruz do Espírito Santo. No início da tarde, porém, a Polícia Militar confrontou o grupo de assaltantes em um sítio na cidade de Lucena, onde ocorreu troca de tiros e posteriormente uma negociação. Por volta das 17h40, a PM informou que, após quatro horas de duração, as negociações terminaram e os quatro se renderam.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a quadrilha presa em Lucena era investigada por polícias de vários estados e Polícia Federal. “Eles continuarão as investigações na tentativa de identificar os demais integrantes dessa organização”, explicou. Segundo o capitão Bruno, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, comentou que o armamento apreendido com os suspeitos impressiona.

Ainda de acordo com o policial militar, os suspeitos têm entre 25 e 34 anos e possuem vasta ficha criminal, somente um deles tinha quatro mandados de prisão em aberto, outros com mandados de estados do Sul e Sudeste. Há registros de atuação da quadrilha nos estados vizinhos de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. Os quatro presos são paraibanos, das cidades de Pombal, Bom Sucesso e Campina Grande.

Troca de tiros por uma hora

Ainda de acordo com o capitão Bruno, comandante do Choque, pelo menos 30 policiais militares trocaram tiros com os suspeitos por cerca de uma hora até que fossem abertas as negociações. “Ao nos aproximarmos do local, fomos recebidos com uma intensa quantidade de tiros. Reagimos e houve uma troca de tiros de mais de uma hora, os policiais sendo agredidos com tiros de fuzil de diversos calibres”, comentou.

Um policial militar chegou a ser ferido de raspão na mão, mas permaneceu na ação e só foi socorrido após a prisão dos suspeitos. De acordo com a Polícia Militar, nesta terça-feira (7), ele passou por atendimento médico e passa bem.

Em meio às negociações, os suspeitos fizeram exigências, algumas foram atendidas, como a presença da imprensa, de advogados e da familiar de um deles. “Outras nós rejeitamos por entender não tinha relação com garantia da integridade deles”, comentou o capitão. No início da tarde desta terça-feira, os quatro suspeitos foram levados da sede da delegacia do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil para o fórum criminal, onde passam por audiência de custódia.

Da redação – G1 Paraíba
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