Médicos, fornecedores e profissionais de saúde da Maternidade Peregrino Filho, na cidade de Patos, Sertão paraibano, poderão suspender a prestação de seus serviços a partir da próxima semana. Eles estão sem receber seus salários há três meses. Nesta quinta-feira (28), a diretoria do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) irá ao hospital conversar com os médicos para tentar intermediar uma solução entre os profissionais e a Secretaria de Saúde do Estado (SES).

“Estamos em uma situação crítica e de emergência. Para evitar o colapso no atendimento da maternidade, vamos solicitar providências urgentes do Estado. Entendemos que uma intervenção na Organização Social (OS) que faz a administração do hospital seja necessária. As OS do Estado estão sob suspeita. É preciso discutir este modelo de gestão”, destacou o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais.

A maternidade Peregrino Filho realiza em torno de 400 partos por mês e atende a população de cerca de 70 municípios. “Já nos reunimos duas vezes com o Secretário Executivo de Gestão de Redes de Unidades de Saúde, Geraldo Antônio de Medeiros, que já foi a Patos e está tentando também resolver esta questão. Esperamos que a solução seja encontrada antes que a população seja prejudicada”, completou o presidente do CRM-PB.

Da redação – Assessoria de Comunicação
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