No último sábado (16), o vereador de Catingueira-PB, Lindeilton Leite (PCdoB) de Catingueira, apresentou um requerimento, que foi subscrito pelos demais vereadores, em que solicita com caráter de urgência da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), uma manutenção do balde do manancial, pois segundo os parlamentares, está abandonado e com inúmeros buracos, mato e alguns atoleiros no balde.

A realidade não é nada boa, pois existem verdadeiras crateras que cobrem um homem, pois uma das rachaduras chega a medir mais de 2 metros de altura na parede do reservatório. Há muita vegetação e até atoleiros na parte superior do balde, que está praticamente intransitável.

Em contato o responsável pela AESA em Patos, Mozart Marques, que explicou a situação. Segundo ele, não é uma prerrogativa da AESA, a questão do conserto em si, mas que hoje mesmo será feito um relatório, que será repassado para a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado.

Relatou ainda que foi feito um reparo no Açude do Cego há três anos, mas que o problema todo foi causado pelo ‘Exército’, que comandava a distribuição de água para mais de 70 carros-pipa que passavam diariamente sobre a parede do manancial, ocasionando o fundamento do balde e, consequentemente, formando as ‘lagoas’ de água acarretando as erosões na parede.

Já que o problema é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, conversamos com o engenheiro responsável, Francisco Leonam Holanda Lins, que afirmou que existe um plano para melhorar a manutenção dos mananciais.

Segundo Leonam, o Governo da Paraíba tem um Plano de Recuperação de Barragens que atua na prevenção e manutenção de mananciais por todo o estado. Este projeto já recuperou mais de 50 barragens na Paraíba, e o Açude do Cego está inserido nesse programa.

De acordo com o engenheiro responsável, que tem 35 anos de experiência, mostra que o governo do estado está sensível e atento ao tema tão pertinente para a sociedade paraibana.

“Houve a recuperação há três anos, salvo engano, do Açude Cachoeira dos Cegos, mas o grupamento do Exército, ao distribuir água para os carros-pipa que passavam diariamente sobre barramento principal do açude e ocasionou, naturalmente, o o rebaixamento do balde. Daí quando chove junta água e desce pelo balde o que provoca as erosões”, afirmou o responsável

Uma coisa é certa, o povo de Catingueira e de Emas não tem culpa se as erosões foram provocadas pelo ‘exército’ ou pelas chuvas. Esperamos, sinceramente, que os serviços sejam feitos urgentemente, porque, hoje, o manancial está com 25% de sua capacidade hídrica e se encher e não tiver realizado os serviços a situação poderá se complicar.

Vale lembrar que os caminhões-pipa há muito tempo não mais trafegam por cima do manancial, pois foram proibidos.

Da redação – Blog do Jordan Bezerra
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