Informações extraoficiais indicariam que o Inquérito 1.200, que trata das investigações em torno do assassinado de Bruno Ernesto, já estaria concluso para despacho do ministro-relator Félix Fischer, no Superior Tribunal de Justiça. Como o inquérito, aberto a pedido do Ministério Público Federal, tramita em segredo de Justiça, não há muitas informações.

Mas, sabe-se que há alguns dias a Procuradoria-Geral da República teria enviado seu parecer para o ministro Fischer, após a realização de diligências pela Polícia Federal. O ministro ainda pode pedir novas diligências, se julgar necessário. Mas, é possível também que peça o indiciamento dos suspeitos, se essa foi a recomendação da PGR em seu parecer.

Caso – Bruno Ernesto foi assassinado em fevereiro de 2012, em circunstâncias que sugerem uma execução, após sua família descobrir (em investigação paralela) que a arma e a munição utilizada foram adquiridas pelo Estado. Logo depois, a família decidiu acionar o MPF, para investigar o crime, o que redundou na abertura do Inquérito 1.200.

Sabe-se que os pais de Bruno Ernesto (Inês Ernesto do Rego Moraes e Ricardo Figueiredo de Moraes), após a instauração do inquérito, teriam tentado se habilitar para ter acesso aos autos, mas o ministro-relator negou, sob o argumento de que o feito ainda se encontra na forma de inquérito, e que poderão, caso se transforme em ação penal.

Mistério – O mistério neste inquérito é que o governador Ricardo Coutinho, por uma razão ainda não explicada, peticionou nos autos (processo nº 2017/0211846-5), através do advogado Sheyner Asfóra, em 12 de setembro de 2017.

Sabe-se também que o governador Ricardo Coutinho contratou para acompanhar a tramitação o inquérito no STJ o ex-ministro José Eduardo Cardozo, além dos advogados Márcio Lopes de Freitas Filho e Renato Ferreira Moura Franco, os mesmos que ele contratou para a sua defesa na Ação Penal 866, na qual é réu, por doze crimes de responsabilidade, conforme o ministro Luís Felipe Salomão (STJ).

Investigado – Há poucos dias, durante uma audiência no Fórum Criminal, Ricardo Coutinho admitiu estar sendo investigado pelo STJ, no Inquérito 1.200, conforme revelação da advogada Laura Berquó, ao responder uma indagação da promotora Adriana França.

Da redação – Helder Moura
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